Dois ladrões assaltaram, na manhã desta quinta-feira (17), por volta das 9h,a relojoaria Hora Certa, localizada na Avenida Princesa Isabel, em Presidente Venceslau. É a terceira vez que acontece este tipo de ação nacidade.“Eles mandaram não gritar, senão eles iriam nos matar", diz um funcionário.
Cerca de quatro funcionários foram amarrados e tiveram uma arma apontada por um dos assaltantes, enquanto outro efetuava o roubo.
Segundo uma funcionária, que pediu para não ser identificada, há 15 dias um dos assaltantes tinha visto um brinco. Na manhã desta quinta, antes de abrir a loja, ele estava esperando para comprar o produto. “Assim que abrimos a porta e desativamos os alarmes ele, e mais um companheiro que entrou na hora, já anunciaram o assalto. O funcionário que estava indo para o fundo não tinha percebido a situação. Ele colocou a arma na minha cabeça e mandou eu ir para o fundo da loja sem fazer escândalo. As outras funcionárias ainda estavam chegando, e também foram mobilizadas. Ele amarrou nossas mãos e pés e colocou num quarto, no fundo da loja, e mandou calar a boca”, contou, em entrevista ao Grupo Notícia.
“Ele me rendeu e colocou a arma em mim. Ele me pediu que eu abrisse o cofre rápido e que não falasse nada. Eu abri o cofre com certa dificuldade, porque é numerado e codificado, ele já pediu para eu virasse para a parede e me amarrou”, explica um outro funcionário.
Joias, relógios, e cerca de R$ 100 mil, estavam guardados no cofre. “Eles levaram tudo”, afirma.

Os ladrões entraram sem capuz, segundo o relato de funcionários da empresa. De acordo com a descrição, um deles é loiro e alto, aproximadamente 1,80. O segundo assaltante é baixo, ambos tinham sotaque gaúcho.
Ninguém que passava nas proximidades percebeu a movimentação.
Uma das funcionárias conseguiu se desamarrar. “Foi um milagre ela ter conseguido se desamarrar, se não iríamos ficar sem ninguém ver”.
A polícia foi acionada após 30 minutos do fato. “Nós não sabíamos se eles estavam na loja ainda, tínhamos medo de ir lá para ligar. Por isso demorou”, explica a funcionária. A PM ainda retornou a ligação para confirmar se era verdade o ocorrido.
“Eles mandaram não gritar, se não eles iriam nos matar. E falavam que se nós fizéssemos o que eles estavam pedindo não iria acontecer nada. Eu só pensei na minha família”, afirma um funcionário.
A loja não possui sistema de segurança com câmeras; apenas alarme. A PM está em busca, neste momento, dos assaltantes.
Fontes: Toninho Moré - Grupo Notícia
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